Vlavianos e as formas da visualidade

Vlavianos e as formas da visualidade

Nicolas Vlavianos (Atenas, Grécia 1929). Escultor e professor.

Entre 1955 e 1956, abandona o curso de direito e dedica-se à pintura estudando com Costa Elíades, em Atenas (Grécia). Logo depois, viaja a Paris, onde abandona a pintura e começa a estudar escultura na Académie de La Grande Chaumière com Ossip Zadkine e na Académie Du Feu com Laszlo Szabo. Em 1958 e 59, participou do Salon des Réalités Nouvelles, no Musée des Beaux-Arts de la Ville de Paris. Em 1959 e 60, participou do Salon de la Jeune Sculpture, realizado pelo Musée Rodin, Paris.

Em 1961, participou do XVII Salon de Mai, Musée D`Art Moderne de la Ville de Paris e recebeu Prêmio Aquisição do Ministério de Educação da Grécia na VI Exposição Pan- Helênica, em Atenas. No mesmo ano de 1961, depois de um longo período na França, aqui desembarcou para representar a Grécia na 6ª Bienal Internacional de São Paulo; se estabelecendo em São Paulo mesmo, onde vive desde então, e, onde iniciou em 1969, como professor de expressão tridimensional na Faculdade de Artes Plásticas da Faap. Atualmente, é professor emérito desta instituição.

Participou de pelo menos seis bienais, tendo recebido premio aquisição do Itamaraty em 1963, dois anos após sua chegada ao Brasil. Em 1975 foi Nomeado pelo Ministério da Cultura e Ciências da Grécia comissário da 14ª Bienal Internacional de São Paulo. Duas vezes premio da Associação Paulista dos Críticos de Arte APCA. Ao menos três exposições individuais em Nova York.  De 2000, até 2015  o troféu do Prêmio ABCA foi uma escultura de Nicolas Vlavianos. Suas obras já percorreram o mundo, de Israel à Hungria, da Suíça à Itália, Estados Unidos, Grécia e França.

[…] O escultor Nicolas Vlavianos pertence à uma geração de artistas gregos que migraram para Paris em meados dos anos 50. A tendência de sua obra à abstração parece tê-lo libertado das fórmulas já conhecidas. Evitando seguir um caminho já traçado, procura traduzir as emoções que seu olho e seu espírito experimentam em contato com o mundo exterior. O mundo, para Vlavianos, é o elemento místico e primitivo que caracteriza os seres vivos. Símbolos de uma potência invisível, suas esculturas possuem um espírito geral, e adotam uma forma quase abstrata para poder ultrapassar o limitado e o efêmero. O material rígido utilizado — chapas de aço, bronze ou alumínio — torna-se, em suas mãos, suave e expressivo.  Vlavianos concentra seu esforço nos problemas próprios da escultura: construção de volumes, equilíbrio formal, harmonia da composição, colocação no espaço. Ele consegue assim fazer com que suas chapas metálicas se transformem em formas escultóricas de uma emoção vibrante e também adquiram um caráter monumental, mesmo em suas esculturas de pequenas dimensões[…]

     por Efi Ferentinou- no catalogo da 1° individual do artista realizada

 no Institut Français d’ Athènes,1961

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