Entre- Deux: Primeira etapa concluída

A relação entre Natureza e Arte é presente na historia do Toriba desde a sua inauguração.
Mais de 60 metros quadrados de paredes são quase que totalmente recobertas por belíssimos afrescos realizados no mesmo ano de sua fundação,
em 1943 por Fulvio Penacchi.
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Penacchi, artista que integrou o Grupo Santa Helena, mergulhou no cancioneiro popular em busca de inspiração e dele extraiu temas singelos, relacionados com a vida no campo, numa narrativa visual, cujos versos foram reproduzidos nos rodapés de algumas das cenas por ele pintadas. O conjunto da obra criada por ele pintada, contém símbolos inequívocos da cultura nacional.
Curiosamente, mesmo antes de conhecer o Toriba, e seus afrescos, Christian Soucaret através de sua obra Entre-Deux , rende uma homenagem a nossas riquezas e nossa cultura, mas sobretudo a nossa fauna e flora brasileira.
Assim como a natureza é concebida não como um conjunto de objetos do mundo exterior, mas como uma força de criação que não se esgota em seus produtos isolados; como a natureza, a obra de arte é um todo e possui o valor e a finalidade de sua existência em si própria.
O artista não imita a natureza, mas cria um olhar particular, elabora um recorte significativo a partir da própria natureza. A ênfase reside, não na relação de representação entre a obra e o mundo, mas na relação de expressão, entre a obra e o artista.
A primeira etapa do trabalho do escultor esta concluída, a madeira já cortada repousa, esperando o tempo concluir sua etapa de trabalho, a secagem definitiva.
O artista retorna ao Brasil no mês de março de 2017, a fim de dar sequência ao trabalho: a pintura, a montagem da obra, a confecção final do móbile.img_0001-2img_0005img_0010-2img_0014img_0035

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